Abathur Nidarom

Histórico de Abathur

by Igor

Quando o mundo era muito diferente, como uma criança que ainda aprende a andar, Moradin, o pai de todos, forjou os anões das rochas mais densas. O grande pai brandiu pesadamente seu poderoso martelo na bigorna da forja da alma e de lá nasceram os anões. O pai de todos se orgulha de sua criação. Não só crescemos do pó como as outras raças, mas sim da mais densa rocha. Para estruturar sua criação o pai de todos, na forja da alma enalteceu as características que gostaria de dar às suas criaturas, criando os primeiros mestres anões, cada um representando suas melhores habilidades e dando origem assim aos primeiros clãs.

Os punhos de pedra eram os poderosos anões cuja capacidade de minerar as montanhas era incomparável, podiam sentir como se institivamente o melhor caminho para os mais preciosos minerais. Seu líder primordial era Dramithir dos punhos de pedra, era conhecido como “O Escavador”.

Os estrelas de fogo foram abençoados por moradin com o dom da arte bélica. Seu conhecimento de batalha foi responsável pela lendária capacidade dos anões em proteger seu povo e ser, em batalha, um aliado formidável, e um inimigo terrível das criaturas vis. Esses anões primordiais eram capazes de brandir seus machados com uma força impressionante, quase sobrenatural. Seu líder primordial era Avalor, das estrelas de fogo, conhecido como “O Guerreiro”.

Aos malhos de aço moradin deu um dos mais reconhecidos dons dos anões. O dom da construção. Sua capacidade de construir é incomparável. Com suas marretas e conhecimento, os malhos de aço foram os responsáveis pela construção das mais magníficas fortalezas e cidades anãs. Seu líder primordial era Anarogh dos malhas de aço, conhecido como ‘O Moldador”.

Aos bigorna rubra, moradin deu o dom da forja. Os bigorna rubra eram fortes como o próprio aço que forjavam. Dizem as lendas que o nome do clã foi dado pois suas marteladas eram tão pesadas e o impacto delas deixava as bigornas tão vermelhas quanto o aço rubro que martelavam na criação das melhores armas, armaduras e outros trabalhos de aço de qualidade jamais vista. Seu líder primordial era Garanthur dos bigornas rubras, conhecido como “O mestre do aço”.

E assim, com as bençãos de moradin e o comando dos grandes líderes primordiais, a sociedade anã se desenvolveu fortemente com o surgimento de Bhaerynder, o primeiro grande reino anão no mundo de Abeir-Toril, localizado nas profundezas das montanhas de Shaar. E o reinado anão seguiu prospero e duradouro, com o desenvolvimento de toda a incrível cultura anã, suas tradições e seus mistérios.

A magnífica criação de moradin começou a atrair os olhares de outros deuses que invejavam seu feito, ele havia trazido a Abeir-Toril uma criação tão magnífica quanto os elfos de corellon.

Unidos por essa inveja, lolth e gruumsh começaram a planejar a destruição da criação do pai de todos. Mas moradin percebeu que sua criação seria ameaçada e reuniu os líderes dos clãs primordiais, convocando-os na forja da alma onde foram criados e então os clãs anões aprenderam o que o clã das estrelas de fogo a muito já conheciam. Aprenderam sobre a guerra.

Foi necessário então que houvesse uma liderança maior entre os anões, surgindo assim o “mestre de guerra” que seria depois chamado de rei anão, o qual reinaria por cinquenta anos.

Como já tinham o conhecimento da guerra, Avalor o grande guerreiro dos clãs estrelas de fogo foi nomeado o primeiro rei anão e a cada 50 anos, outro líder dos clãs primordiais deveria se tornar o novo rei. Para coroar Avalor, os anões usaram todo seu conhecimento junto, simbolizando a união dos quatro clãs primordiais.

Os punhos de pedra escavaram mais fundo do que jamais foi feito em toril, encontrando as mais perfeitas joias e pela primeira vez foi descoberto o mais magnífico dos metais, o mithril.

Os malhos de aço construíram então as grandes ferramentas anãs as luvas do ferreiro, que davam grande força a seu portador, o avental da criação, que protegia seu usuário do calor da forja e do malho da tempestade, o mais denso e pesado martelo anão, que cada vez que era brandido ressoava como um grande trovão.

A grande rocha de mithril então foi posta na caldeira onde Avalor, dos estrelas de fogo, depositou seu sangue de guerreiro para ser misturado com as rochas.

Garathur, dos bigornas rubras, portando as ferramentas anãs começou seu trabalho.

O fogo do núcleo da montanha farfalhava bravo na caldeira, dentro da forja da alma. Todos tiveram de deixar a forja pois o calor era demais para seus corpos. Se não fosse o avental da criação, o trabalho jamais poderia ter sido feito.

O calor então chamou a atenção dos elementais do fogo que, do fundo da montanha se aproximavam da forja para espreitar o que acontecia. Atraídos pelo fogo, os espíritos dos elementais se fundiram, criando a mais intensa das chamas, finalmente possibilitando a Garanthur trabalhar o denso metal.

O lingote de mithril foi levado a bigorna onde o brandir do pesado malho se confundia com uma tempestade. Os trovões ecoavam e a força e determinação de Garanthur fizeram a bigorna da forja da alma se avermelhar e por 7 dias e brandiu o malhor sobre o metal, adicionando as joias pouco a pouco. Os elementais do fogo cantavam em estase cada dia mais alto e mais alto. Dizem que as primeiras canções anãs foram inspiradas na cantoria do fogo, mas o princípio todas falavam deste dia e da grandiosidade do pesado machado forjado.

E assim nasceu o machado dos lordes anões ou, como conhecido, o machado do rei anão. E Avalor foi coroado. Com o poder do machado e as bençãos de moradin, os anões puderam resistir às investidas malignas de lolth e a ira da deusa maligna se tornara cada vez maior.

Foram 150 anos de bravas lutas, mas de grandes vitórias para os anões e Garanthur foi coroado o novo rei anão, para um novo reinado de 50 anos, sem saber que este seria o último. Sob o comando dos bigornas rubra, os exércitos anões foram vitoriosos em inúmeras batalhas, frustrando os planos de lolth em eliminar a criação de moradin.

A ira da deusa dos drows pode ser sentida em todos os cantos de faerûn e seria somente assim se não fosse a intervenção de outra divindade. Cobiçando ter para si a forja das almas, gruumsh ofereceu seus préstimos a lolth e os deuses fizeram um pacto. Gruumsh ajudaria lolth a destruir o poderoso reinado anão enquanto gruumsh teria para si a forja das almas.

Foi pelos poderes dos deuses malignos que a montanha começou a tremer. Foram inúmeros terremotos e desabamentos que foram mitigando a intransponível defesa anã.

As baixas nas tropas anãs começaram a se tornar numerosas, mas apesar, mas apesar de tudo a fortaleza nas montanhas resistia, não mais de pela outrora intransponível estrutura, mas sim pelo sangue e a bravura do povo anão, que mais tarde se tornaria conhecido em toda faerûn por seu sangue guerreiro. E assim os anões seguiram resistindo até que foram atingidos pelo mais ardiloso dos golpes.

Garanthur dos bigorna rubra comandava a linha de defesa anã em uma grande batalha onde os drows de lolth com suas aranhas atrozes contavam com o auxílio de um grande dragão negro e os anões foram vitoriosos, eliminando os drows e afugentando o grande dragão, conhecido como garracrux, “o lamurio da escuridão”.

Retornando da batalha, Ardalir, a esposa de Garanthur o esperava com dois bebês no colo. Goranthor e Abathur eram os dois pequenos anões, filhos da força do amor do casal mesmo ante o clima de guerra e desolação no qual cresceriam os dois. Os pequenos anões foram crescendo e ainda muito jovens começaram a aprender os costumes e legado de seus clãs.

Após alguns anos de batalha, um longo período de trégua foi determinante para a recuperação das forças anãs. Porém, jamais houve uma trégua e sim um ardiloso plano de gruumsh sendo posto em prática. Garanthor estava em um descanso após mais um dia de treinamento. Como Abathur estava na forja com seu pai, aprendendo o ofício, o príncipe anão saiu da fortaleza às escondidas para procurar um presente para o aniversário de sua mãe, que estava para chegar.

Com habilidade, Goranthor conseguiu passar despercebido pela guarda e após algumas horas localizou uma passagem secreta para uma câmara de algumas ruínas próximas onde encontrou uma ônix, negra como a noite. A joia mais bonita que o jovem anão já havia visto. Ele a escondeu em suas vestes e voltou para a casa e está, foi sua última lembrança daqueles tempos.

A ônix negra era na verdade um pequeno fragmento da essência do dragão maligno Garracrux que, após a derrota, fez um pacto com gruumsh, tendo sua vida sacrificada para que sua alma maligna fosse repousada na pedra negra, de onde teria sua vingança.

Foram alguns os contos escritos sobre a época que ficou conhecida como o sangramento das montanhas. Diversos líderes anões e importantes oficiais de comando foram encontrados mortos, como se sua vida tivesse sido drenada de seus corpos e era grande o mistério, não era sequer possível desconfiar do príncipe anão, um jovem promissor como seu irmão, mas que estava sob o controle do deus maligno.

Era o último ano do reinado dos bigornas rubras, quando houve a celebração que iniciaria os jovens anões à vida adulta. Juntamente com ela, o conselho anão coroaria seu novo rei. Acontece que com o enfraquecimento das lideranças pela guerra e pelos assassinatos, o conselho anão estava em grande indecisão sobre como seriam esses novos tempos. A decisão ali tomada, mudaria para sempre a história dos anões em faerûn.

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